segunda-feira, 4 de julho de 2011

a loura



Uma loura gostosíssima ia se jogar no mar, no cais da Praça Quinze, quando aparece um marinheiro.
- Moça, não faça isso!
- Vou "se" suicidar, minha vida é uma droga...
- Não faça isso!
Olha, meu navio está de partida para a Europa. Por que você não vem comigo e pensa melhor? Se, chegando lá, você ainda quiser se matar, pelo menos terá conhecido a Europa.
A loura achou a proposta razoável. Seguiu com ele e foi escondida num bote salva-vidas, onde viajaria clandestinamente durante vários dias.
Nas próximas duas semanas o marinheiro a visitava à noite trazendo comida, água e transava com ela.
Comida, água e cráu!
Água, comida e cráu!
Cráu, comida e água!
E assim foi até que um dia o comandante da embarcação fez uma inspeção nos botes e descobriu a loura. Ela, sem saída, lhe contou a verdade.
- Olhe, eu estou aqui, seguindo para a Europa, porque um marinheiro muito bonzinho me trouxe para salvar minha vida.
Todas as noites ele me traz comida e água, e como agradecimento eu dou pra ele. E combinamos assim até chegarmos à Europa...Ainda falta muito?
- Falta bastante, porque, por enquanto, esta barca só faz a travessia Praça Quinze-Paquetá!

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